Estrurtura dos albergues
Tenho recebido perguntas a cerca dos albergues por onde passo. Então, faço uma pequena descrição para que conheçam um pouco do dia-a-dia destes lugares.
Em comum, todos possuem regras bem rígidas com relação a horários. A maioria começa a funcionar às 13h, e cerra (fecha) impreterivelmente às 22h, pois no Caminho de Santiago, o descanso dos peregrinos é sagrado. Inclusive, após este horário não é mais permitido acender as luzes dos quartos/salões, e o silêncio deve ser quase absoluto. Roncos são permitidos (rs, rs)!
Portanto, quando chego procuro deixar pronto tudo o que será utilizado durante minha permanência. Já abro o saco de dormir e o deixo sobre a cama (até agora, as instalações tem se mostrado bem limpas, e em alguns são fornecidos lençóis e fronhas descartáveis, por higiene. Mas me adaptei bem ao saco de dormir, e o utilizo sempre. Se for necessário procurar algo após o horário, recomenda-se utilizar uma pequena lanterna e fazê-lo em silêncio.
Após tomar banho, lavo (na mão) e estendo as roupas. Como minha toalha seca muito rápido, deixo-a presa à cama. Deixo também preparada a roupa do dia seguinte, que geralmente é a mesma com que durmo. Deixo ao alcance minha água, e o protetor auricular.
As botas e outros calçados utilizados pelos peregrinos, geralmente ficam numa sala próxima à recepção, onde se depositam também os bastões de caminhada. Por chegarem muito sujos, estes calçados não devem entrar nos quartos.
Alguns albergues são privados, outros são municipais, ou paroquiais. Os paroquiais, geralmente não cobram, ou seja, funcionam por donativos. Deixa-se a quantia que julgar justa. Contudo, o conforto não está necessariamente relacionado à procedência do albergue. Nos cobrados, a taxa tem variado de 4 a 10 €. Por aqui se preza muito a economia, tanto de água, quanto de luz. A maioria tem luzes por sensores de presença, e água com acionador por pressão.
A maioria possui banheiros coletivos, porém separados por gênero. Possuem cozinha, para que o próprio peregrino prepare suas refeições. Todos em que fiquei até agora, tinham água quente. Geralmente há um jardim, ou espaço aberto, onde se pode reunir, ou secar as roupas. Alguns tem máquinas de lavar automáticas, que funcionam com moedas, geralmente 1 €.
A saída deve ser no máximo às 8h (a esta hora já andei quase 10 km!). Apesar de não usar despertador, não tive, até agora, problemas para acordar, até porque a partir de 5:30h começa o burburinho dos peregrinos que estão se preparando para sair.
As pessoas que cuidam dos albergues são conhecidas como “hospitaleiros”. Um trabalho geralmente voluntário, sem remuneração. Alguns brasileiros, em determinados períodos servem como hospitaleiros pelo caminho. São pessoas, em sua maioria, bastante acolhedoras. Alguns cuidam, inclusive, das “ampollas” (bolhas) dos peregrinos.
Com relação à comunicação, não existem muitos problemas, pois os hospitaleiros se esforçam para compreender os peregrinos das diversas nacionalidades que ali chegam. Quando surge alguma dificuldade, outros peregrinos prontamente surgem para auxiliar. Além do espanhol, alguns hospitaleiros falam inglês, francês, e outros idiomas.
Acho que é isso! Qualquer dúvida, é só perguntar!
Abraço!
"O medo e a coragem são as duas faces da mesma moeda... Tenho coragem, porque preciso enfrentar o medo..." (Reinhold Messner)
"Mas pra quem tem pensamento forte, o impossível é só questão de opinião... e disso os loucos sabem!" (Charlie Brown Jr.)
"Nunca deixe que lhe digam que não vale à pena acreditar no sonho que se tem... ou que seus planos nunca vão dar certo... ou que você nunca vai ser alguém... Quem acredita, sempre alcança! (Renato Russo)
Novas peregrinações se aproximam! O objetivo desta vez será o Caminho da Luz, em MG, com destino ao Pico da Bandeira, percorrendo aproximadamente 200 Km em 8 dias de caminhada, com direito a credencial e selos! A caminhada tem previsão de início em 29/maio. O site www.caminhodaluz.org.br explica os detalhes. Vamos peregrinar?
sexta-feira, 24 de junho de 2011
quarta-feira, 22 de junho de 2011
7º Dia - Logroño - Navarrete - Nájera (22/06/2011)
Holá!
Primeira semana de caminhada, completa!
Hoje foi pé na estrada cedo, pois o trajaeto era de 26 Km. Um café da manhã num bar, e seguimos. Haviam muitas nuvens no céu, o que deixou a caminhada muito tranquila!
Durante o trajeto até Navarrete, encontramos um senhor barbudo, Ermita, que monta uma tenda em seu furgão, e acolhe os peregrinos que por ali passam, oferecendo biscoitos, maçãs, água, e até um bastão de caminhada para os que nõ tem. Carimbei minha credencial com ele também. É uma figura bastante folclórica!
Chegando a Navarrete, uma pausa mais prolongada para descanso, com direito a uma "caña", por que não? Ficamos por ali cerca de 45 minutos. Na saída, uma visita à igreja local. Como citado antes, uma arquitetura impressionante! O altar, e toda a parede atrás, são esculpidos em OURO, até o teto (e os pés-direitos destas igrejas são enormes)!!!
Seguindo caminho, alguns quilômetros à frente, surge um desvio (que no ano passado não existia) para uma pequena cidade chamada Ventosa. Seriam mais uns 2,5 Km acrecidos ao trecho. Preferi seguir direto. Passei por alguns peregrinos, inclindo Miguel, um juiz argentino, muito boa gente!
Chegamos em Nájera (pronuncia-se nárrera) às 15h. Registro, banho, lavar roupas e etc. O curioso neste albergue, é que as beliches são coladas umas as outras, de duas em duas, formando camas de casal... Eu já não me espanto mais, pois peregrinos de algumas nacionalidades não se importam de trocar de roupa na frente dos outros, homens e mulheres... rs!
É isso, então!
Amanhã, seguiremos para Sto. Domingo de Calzada.
Abraço, Brasil!
Primeira semana de caminhada, completa!
Hoje foi pé na estrada cedo, pois o trajaeto era de 26 Km. Um café da manhã num bar, e seguimos. Haviam muitas nuvens no céu, o que deixou a caminhada muito tranquila!
Durante o trajeto até Navarrete, encontramos um senhor barbudo, Ermita, que monta uma tenda em seu furgão, e acolhe os peregrinos que por ali passam, oferecendo biscoitos, maçãs, água, e até um bastão de caminhada para os que nõ tem. Carimbei minha credencial com ele também. É uma figura bastante folclórica!
Chegando a Navarrete, uma pausa mais prolongada para descanso, com direito a uma "caña", por que não? Ficamos por ali cerca de 45 minutos. Na saída, uma visita à igreja local. Como citado antes, uma arquitetura impressionante! O altar, e toda a parede atrás, são esculpidos em OURO, até o teto (e os pés-direitos destas igrejas são enormes)!!!
Seguindo caminho, alguns quilômetros à frente, surge um desvio (que no ano passado não existia) para uma pequena cidade chamada Ventosa. Seriam mais uns 2,5 Km acrecidos ao trecho. Preferi seguir direto. Passei por alguns peregrinos, inclindo Miguel, um juiz argentino, muito boa gente!
Chegamos em Nájera (pronuncia-se nárrera) às 15h. Registro, banho, lavar roupas e etc. O curioso neste albergue, é que as beliches são coladas umas as outras, de duas em duas, formando camas de casal... Eu já não me espanto mais, pois peregrinos de algumas nacionalidades não se importam de trocar de roupa na frente dos outros, homens e mulheres... rs!
É isso, então!
Amanhã, seguiremos para Sto. Domingo de Calzada.
Abraço, Brasil!
| Gentileza! |
| Seria um quartel? |
| Olha isso! Não pude deixar de postar! |
| A bela cidade de Logroño! |
| Albergue de Nájera |
| Los Pelegrinos! |
| Quase Rocha... |
| Obrigado, Senhor, por estar comigo neste cminho! |
| Magnífico! |
| Arte nas ruas! |
| Monastério |
| Siga las flechas! |
| Tá cansado, peregrino? |
6º Dia – Los Arcos – Viana – Logroño (21/06/2011)
Olá pessoal!
Acordei com um pouco de sono, mas sem dores, o que me permitia dar um “gás” no início, enquanto o sol não viesse castigando! Falando nisso, o verão começou hoje, e foi o único dia em que não precisei sair de casaco do albergue... Saímos às 7h. Como previsto, com 2 litros de água.
Comi barras de cereal, e deixei o café para a próxima cidade. Na primeira parada, num vilarejo à frente, comi um sanduba (bocadillo) e um sumo de naranja. Neste momento, um jovem peregrino espanhol chegou, muito cansado e com dores, planejava encerrar seu dia de caminhada por ali mesmo. Como outros peregrinos o estavam orientando, segui em frente.
| Máquina de espremer roupas da ACME! Pensei que só existia no Looney Tunes! |
Na cidade de Viana, uma parada em uma fonte, numa praça com sombra, logo na entrada da cidade. Tirei as botas e deixei os pés sob a água fria por alguns minutos... ufa! Aproveitei para repor a água, pois devido ao calor, estou bebendo mais, em menos tempo. Paramos adiante, num bar para um refrigerante, e em seguida fui à catedral para carimbar a credencial. A senhora explicou que aquele selo tinha mais de 100 anos, e era um dos mais antigos do caminho! Ainda faltavam cerca de 10Km para o destino.
Uns 5 Km depois de Viana, sozinho e no meio do nada, encontro na trilha de cascalho uma Sony Cyber-shot 12.1 Megapixels, com case e tudo... tô vendendo! Olhando as fotos, identifiquei uma coreana, que peregrina com um grupo de italianos. Pouco antes de chegar, num trailer de refrigerantes, mostrei a câmera à sua dona, e quase me arrependi... Ela fez um “escândalo” de alegria (fiquei muito sem graça!), me pagou o refrigerante, e agradeceu em sua língua, e depois explicou em inglês o queria dizer... Acho que foi: Truco!
Chegamos às 15h em Logroño, uma bela cidade! Fiz o registro no albergue (que tem uma micro-piscina para os pés!), e saímos para uma volta nos arredores, em busca, é claro, do menu do Peregrino!
Essa caminhada de hoje, de 28Km, dedico ao amigo Samuel Trotta da Reduc, que me acompanhou em um treino de mesma distância, de casa até o trabalho, em Caxias. Valeu Samuca!
| Tá chegando! |
| La Iglesia! |
| Magníficas! |
| Cuidado! |
| Spa para los piés! |
| Descanso! |
segunda-feira, 20 de junho de 2011
5º Dia - Estella - Los Arcos (20/06/2011)
5º Dia – Estella – Los Arcos (20/06/2011)
Logo no início, algo muito interessante! Ao passar pelas “Bodegas Irache”, uma vinícola local, somos brindados com uma FONTE DE VINHO na parede externa desta casa, onde as placas afixadas nos oferecem um copo deste maravilhoso produto! Não há ninguém servindo... É só abrir a torneira e deixar o vinho jorrar! Alguns peregrinos enchiam suas garrafinhas e iam bebendo pelo caminho... Saúde!
O percurso foi tranquilo, mas parecia que o sol era O SOL! Durante a caminhada, me perguntava se era melhor parar um pouco, ou chegar logo na cidade... Um indiano de nome John, que conhecemos dois dias atrás, parecia caminhar como um bêbado, tamanho o seu cansaço pelo calor. Passei por ele, perguntando se estava tudo bem e diante da afirmativa, desejei um “buen caminho” e segui.
Quase chegando, avistei um bar deserto, que tinha sombra e máquinas de refrigerante... Quase um oásis! Tirei as botas um pouco, calcei sandálias, e bebi um Red-Bull pra ver se ganhava asas e chegava logo! (a piada sem graça, deve-se ao fato de eu ainda estar sob os efeitos do calor!).
Registrei-me no albergue, tomei um banho gelado, lavei as roupas (aproveitando o sol), e fui atrás do Menú do Peregrino. Estava ótimo!
Agora, de volta ao albergue (são 17:45h) numa tremenda lombeira, aproveito para fazer meu registro diário. Aguardo o horário oportuno para usar a internet e falar com a família, e em seguida descansar. Amanhã serão 28 Km até Logroño! A estratégia será sair cedo, no máximo às 7h, fazer várias paradas à sombra, com muita hidratação. Mesmo com mais peso, desta vez terei que levar os dois litros de água.
Buen Camiño!
Acordei hoje com dores nos pés e pernas... Não quis pegar o antinflamatório, na noite anterior, para não incomodar os peregrinos que já descansavam.
Após o café no albergue, inicia-se a caminhada deste dia, mais ou menos da mesma maneira, com frio no início e sol rachante no restante do percurso!
Logo no início, algo muito interessante! Ao passar pelas “Bodegas Irache”, uma vinícola local, somos brindados com uma FONTE DE VINHO na parede externa desta casa, onde as placas afixadas nos oferecem um copo deste maravilhoso produto! Não há ninguém servindo... É só abrir a torneira e deixar o vinho jorrar! Alguns peregrinos enchiam suas garrafinhas e iam bebendo pelo caminho... Saúde!
O percurso foi tranquilo, mas parecia que o sol era O SOL! Durante a caminhada, me perguntava se era melhor parar um pouco, ou chegar logo na cidade... Um indiano de nome John, que conhecemos dois dias atrás, parecia caminhar como um bêbado, tamanho o seu cansaço pelo calor. Passei por ele, perguntando se estava tudo bem e diante da afirmativa, desejei um “buen caminho” e segui.
Quase chegando, avistei um bar deserto, que tinha sombra e máquinas de refrigerante... Quase um oásis! Tirei as botas um pouco, calcei sandálias, e bebi um Red-Bull pra ver se ganhava asas e chegava logo! (a piada sem graça, deve-se ao fato de eu ainda estar sob os efeitos do calor!).
Registrei-me no albergue, tomei um banho gelado, lavei as roupas (aproveitando o sol), e fui atrás do Menú do Peregrino. Estava ótimo!
Agora, de volta ao albergue (são 17:45h) numa tremenda lombeira, aproveito para fazer meu registro diário. Aguardo o horário oportuno para usar a internet e falar com a família, e em seguida descansar. Amanhã serão 28 Km até Logroño! A estratégia será sair cedo, no máximo às 7h, fazer várias paradas à sombra, com muita hidratação. Mesmo com mais peso, desta vez terei que levar os dois litros de água.
Buen Camiño!
4º Dia - Puente de La Reina - Estella (19/06/2011)
Buenos días!
Neste domingo, levantei com mais disposição, pois na noite anterior havia feito uma ‘micro-cirurgia’ nas bolhas e massagem nas pernas com cataflan. Após um rápido café, o início de uma caminhada tranquila, porém sob um sol muito forte.
Em um vilarejo chamado Lorca, foi possível parar para um bocadillo e uma ‘caña’ (chope)... Desceram três, bem redondos, e só não foram mais porque aqui o dinheiro tem que ser “esticado”... rs, rs! No bar, que na verdade era um albergue, tinha internet wi-fi, e pude acordar a família para matar a saudade (14:30h local, 9:30h no Brasil)! Meu filho se divertiu vendo pela webcam os peregrinos que por ali passavam!
Mais outros muitos quilômetros, e chegamos ao destino por volta de 17:30h. Ficamos no Albergue Paroquial, mantido pela igreja local, onde não se cobra hospedagem. O peregrino faz um donativo, se quiser, na quantia que desejar. E tinha ceia e café da manhã!
Assisti a missa das 19h, dei uma rápida volta na cidade, e cama! Amanhã a jornada continua!
(As fotos desta postagem irão em breve!)
Neste domingo, levantei com mais disposição, pois na noite anterior havia feito uma ‘micro-cirurgia’ nas bolhas e massagem nas pernas com cataflan. Após um rápido café, o início de uma caminhada tranquila, porém sob um sol muito forte.
Em um vilarejo chamado Lorca, foi possível parar para um bocadillo e uma ‘caña’ (chope)... Desceram três, bem redondos, e só não foram mais porque aqui o dinheiro tem que ser “esticado”... rs, rs! No bar, que na verdade era um albergue, tinha internet wi-fi, e pude acordar a família para matar a saudade (14:30h local, 9:30h no Brasil)! Meu filho se divertiu vendo pela webcam os peregrinos que por ali passavam!
Mais outros muitos quilômetros, e chegamos ao destino por volta de 17:30h. Ficamos no Albergue Paroquial, mantido pela igreja local, onde não se cobra hospedagem. O peregrino faz um donativo, se quiser, na quantia que desejar. E tinha ceia e café da manhã!
Assisti a missa das 19h, dei uma rápida volta na cidade, e cama! Amanhã a jornada continua!
(As fotos desta postagem irão em breve!)
3º Dia - Pamplona - Puente de La Reina (18/06/2011)
Dia tranquilo! Bom para uma caminhada, não estivesse este que vos escreve, com as sequelas do dia anterior... rs,rs!
Demoramos a iniciar, pois aguardávamos a abertura do correio. Motivo: tentar despachar para Compostela o excesso de peso... Não mencionei, mas treinei no Brasil com 13 Kg. Minha carga total, dependendo da quantidade de água que carrego, varia de 12 a 14 Kg. Dá pra dispensar cerca de 1,5 a 2 Kg. A ideia era enviar esta diferença para o destino final, mas no correio nos informaram que a encomenda só poderia aguardar 15 dias no posto local, o que não seria suficiente. Restava a opção de mandar para uma cidade intermediária, e ao chegar nesta, enviar para Santiago. Sairia caro... Trouxemos o peso, vamos levá-lo!
O trajeto incluía a montanha chamada de “ O Alto do perdão”, que ao avistar duvidei que eu próprio pudesse atravessá-la... Não dá pra descrever, nem por fotos! Só vendo pessoalmente! São aproximadamente 22 Km. Metade até o alto, metade além. Foi uma subida pesada, com sol forte... Mas a vista lá de cima é recompensadora! Além dos cataventos (comuns por aqui) muito próximos, conhece-se o Monumento aos Peregrinos, no topo do Perdão.
Após o início da descida, muitos quilômetros além, comemorei por avistar uma cidade que acreditava ser o destino! Triste engano... Ainda faltavam 6,5 Km até Puente de La reina! De acordo com a história, o nome da cidade é em referência à ponte que a rainha, no século XVI mandou construir, para que os peregrinos pudessem por ali passar.
Chegando ao albergue, o mesmo ritual: registro, roupas, banho... e Menú! Na janta, uma surpresa... O restaurante onde apreciamos o Menú do Peregrino, tinha como atendentes duas brasileiras da Bahia! Foi legal poder conversar sobre o Brasil, estando tão longe. Primeiros: Pasta a Bolognesa – Segundos: Lomo em la plancha com pimientos – Postres: Helado – Pan, agua y viño – Salud!
Neste dia 18, completou-se 1 ano do falecimento de Ildebrando Carlos, meu pai. Rezei por você, no Alto do Perdão, pedindo que, independente de crenças e religiões, possas estar na Paz de Deus.
Amém.
Demoramos a iniciar, pois aguardávamos a abertura do correio. Motivo: tentar despachar para Compostela o excesso de peso... Não mencionei, mas treinei no Brasil com 13 Kg. Minha carga total, dependendo da quantidade de água que carrego, varia de 12 a 14 Kg. Dá pra dispensar cerca de 1,5 a 2 Kg. A ideia era enviar esta diferença para o destino final, mas no correio nos informaram que a encomenda só poderia aguardar 15 dias no posto local, o que não seria suficiente. Restava a opção de mandar para uma cidade intermediária, e ao chegar nesta, enviar para Santiago. Sairia caro... Trouxemos o peso, vamos levá-lo!
O trajeto incluía a montanha chamada de “ O Alto do perdão”, que ao avistar duvidei que eu próprio pudesse atravessá-la... Não dá pra descrever, nem por fotos! Só vendo pessoalmente! São aproximadamente 22 Km. Metade até o alto, metade além. Foi uma subida pesada, com sol forte... Mas a vista lá de cima é recompensadora! Além dos cataventos (comuns por aqui) muito próximos, conhece-se o Monumento aos Peregrinos, no topo do Perdão.
Após o início da descida, muitos quilômetros além, comemorei por avistar uma cidade que acreditava ser o destino! Triste engano... Ainda faltavam 6,5 Km até Puente de La reina! De acordo com a história, o nome da cidade é em referência à ponte que a rainha, no século XVI mandou construir, para que os peregrinos pudessem por ali passar.
Chegando ao albergue, o mesmo ritual: registro, roupas, banho... e Menú! Na janta, uma surpresa... O restaurante onde apreciamos o Menú do Peregrino, tinha como atendentes duas brasileiras da Bahia! Foi legal poder conversar sobre o Brasil, estando tão longe. Primeiros: Pasta a Bolognesa – Segundos: Lomo em la plancha com pimientos – Postres: Helado – Pan, agua y viño – Salud!
Neste dia 18, completou-se 1 ano do falecimento de Ildebrando Carlos, meu pai. Rezei por você, no Alto do Perdão, pedindo que, independente de crenças e religiões, possas estar na Paz de Deus.
Amém.
| Não sei se estas placas animam, ou desanimam... rs! |
| Alto del Perdón Monumento aos Peregrinos |
| Devagar se vai ao longe... Muito longe! |
| Vê aquela montanha ao longe? Eu atravessei! Acredite, vc é capaz! |
| Merecido descanso! |
| A arquitetura das igrejas é sensacional! |
| Vista do Alto do Perdão Eu vim lá de baixo! |
| A belíssima Puente de La Reina! |
| O Peregrino |
| Ninja ! |
domingo, 19 de junho de 2011
2º Dia - Roncesvalles - Larasoaña - Pamplona (17/06/2011)
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Acordamos cedo e saímos do albergue, no frio... Logo nos primeiros passos surge uma sinalização indicando o destino final, Compostela, a 790 Km... Beleza! Quase lá... No vilarejo à frente, o "desayuno" com um bocadillo, e café com leche... Tô ficando bom nisso!
O primeiro trecho, de mais de 20 Km até Larasoaña foi cansativo, porém tranquilo. Até paramos para um descanso em um vilarejo chamado Zubiri, com direito a uma "cerveza" para abrandar o calor, pois começa frio, mas depois o sol vem rachando!
O problema foi quando desafiei meu corpo, resolvendo prosseguir de Larasoaña até Pamplona, para economizar um dia de caminhada, totalizando 41 Km neste dia... Foi uma tremenda estupidez!
Cheguei ao albergue andando feito um robô, e tive a sensação de que as pessoas me olhavam com sentimento de pena... rsrsrs... O saldo: dores musculares em todo o corpo (as maiores que já senti!) e uma bolha em cada pé...
Esqueci de mencionar que minha água acabou, quando faltavam 12 Km...
O aprendizado deste dia, jamais será esquecido! - Eu te disse, eu te disse, eu te disse...
Um abraço, e até amanhã!
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