"O medo e a coragem são as duas faces da mesma moeda... Tenho coragem, porque preciso enfrentar o medo..." (Reinhold Messner)
"Mas pra quem tem pensamento forte, o impossível é só questão de opinião... e disso os loucos sabem!" (Charlie Brown Jr.)
"Nunca deixe que lhe digam que não vale à pena acreditar no sonho que se tem... ou que seus planos nunca vão dar certo... ou que você nunca vai ser alguém... Quem acredita, sempre alcança! (Renato Russo)
Novas peregrinações se aproximam! O objetivo desta vez será o Caminho da Luz, em MG, com destino ao Pico da Bandeira, percorrendo aproximadamente 200 Km em 8 dias de caminhada, com direito a credencial e selos! A caminhada tem previsão de início em 29/maio. O site www.caminhodaluz.org.br explica os detalhes. Vamos peregrinar?
terça-feira, 3 de maio de 2011
sábado, 30 de abril de 2011
Escassez de água durante El Camiño
Segue o relato e dicas de alguns peregrinos sobre o consumo (ou a falta) de água em alguns trechos. Esse ítem me é particularmente importante, dada a minha dificuldade em racioná-la... Mas tenho tentado me policiar durante as caminhadas-treino!
Abraço!
1. Pirineus 10 km
2 km depois da imagem da Virgem de Biakorre, se abandona a estrada e se entra por uma trilha a direita, que vai margeando o Monte Leizar Atheka. Logo a seguir encontramos a Fonte de Roldán, o cavalheiro, sobrinho de Carlos Magno que morreu emboscado na batalha de Roncesvalles, originando o fato a famosa gesta medieval, La Chanson de Roland. É a última fonte até Roncesvalles.
Não há uma única casa no trajeto, só bosque, e o que se encontra são alguns rebanhos, de ovelhas ou gado. Nunca encontrei um carro, na pequena estrada, nem pastores, nem moradores. Só o silêncio, algum som de chocalho e as nuvens que rodeiam o peregrino.
É mais que necessário levar água suficiente neste trajeto, que não é muito pequeno e exige bastante do peregrino, pois é cheio de curvas e subidas.
O Collado Lepoeder, o ponto alto deste trecho nos Pirineus, fica mais ou menos na metade do caminho, da fonte até Roncesvalles.
2. Monte do Perdão - 6 km
Depois de Cizur Menor, um povoado é atravessado, Zariquiegui, mas não existem bares e em todas as vezes, não vi uma única pessoa nas ruas. Existem alguns pequenos regatos, e já perto do alto do Monte, uma fonte, a da Reniega, local de uma das belas histórias do Caminho, a da tentação do peregrino que estava com sede subindo o Perdão. Depois da descida do monte, que como já falei exige atenção e esforço do peregrino, o pueblo mais próximo é Uterga, a mais 6 km de distancia. O trecho não é longo, mas a subida e o esforço da descida, aumentam a necessidade de água.
3. Villamaior de Monjardim - Los Arcos - 12,4 km
Este é também um trecho em que não existe uma única casa. Só plantações e algum trator, dependendo da época agrícola. Depois da colheita, não se encontra nada, só imensos campos, até Los Arcos.
4. Ventosa a Najera - 8 a 10 km
Não há bares, não há fontes. Os pueblos aparecem a distancia. O rio Yalde, que é transposto, dependendo da estação do ano, pode exibir só pedras no seu leito.
5. Azofra a Cirueña - 9,2 km
Subida, sem água, sem fontes, sem casas. Cirueña fica a alguns metros, mas não se passa dentro da cidade. Este caminho não é o original. O caminho original está hoje debaixo de plantações e o atual caminho foi desviado para passar por este pueblo, e a ele foi acrescido a subida bem pronunciada, que não existia no original.
6. Villafranca Montes de Oca - San Juan de Ortega - 12 km
Uma fonte logo depois de Villafranca, Depois, o "tobogã", cheio de subidas e descidas, não tem uma única fonte até San Juan de Ortega.
Não há casas, só bosque e canto de pássaros.
Mesmo no Monumento aos Caídos da Guerra Civil Espanhola, não há uma fonte.
7. Carrion de los Condes - Calzadilla de la Cueza - 17, 2 km
Este é o maior trecho sem água. Depois da Abadia de Benevivere, não há uma única casa, nada. Só intermináveis campos. E nunca se sabe onde está Calzadilla. Nada se vê no horizonte. Depois de muito Tempo, que se magnífica pelo horizonte sem fim, surge uma torre.
Algum ou muito tempo depois, dependendo do seu cansaço, se vê que a torre é de uma capela do cemitério. Mas só. Depois, surge Calzadilla, com a imagem do albergue do César Acero, e desde a era Acacio - Orietta, com uma grande bandeira brasileira na janela, costume mantido pelo baiano Sandro. É uma visão de oásis.
Não sair NUNCA de Carrión sem água. E bastante.
8. Arzua - Rua - 17, 6 km (Salceda)
Passa-se por um pueblo, mas não há bares.
O primeiro que se encontra é em Rua. Aliás, há dois no povoado, ambos a direita do Caminho. O segundo é da tia Dolores, uma galega simpaticíssima que faz uma ótima empanada, deixa tirar as meias ( nem todo bar permite isso!), secá-las ao calor da lareira, quando está chovendo, o que ocorre quase sempre na Galicia, e gosta muito de uma prosa, até parece mineira...
(Textos retirados da página da AACS-Brasil)
Abraço!
1. Pirineus 10 km
2 km depois da imagem da Virgem de Biakorre, se abandona a estrada e se entra por uma trilha a direita, que vai margeando o Monte Leizar Atheka. Logo a seguir encontramos a Fonte de Roldán, o cavalheiro, sobrinho de Carlos Magno que morreu emboscado na batalha de Roncesvalles, originando o fato a famosa gesta medieval, La Chanson de Roland. É a última fonte até Roncesvalles.
Não há uma única casa no trajeto, só bosque, e o que se encontra são alguns rebanhos, de ovelhas ou gado. Nunca encontrei um carro, na pequena estrada, nem pastores, nem moradores. Só o silêncio, algum som de chocalho e as nuvens que rodeiam o peregrino.
É mais que necessário levar água suficiente neste trajeto, que não é muito pequeno e exige bastante do peregrino, pois é cheio de curvas e subidas.
O Collado Lepoeder, o ponto alto deste trecho nos Pirineus, fica mais ou menos na metade do caminho, da fonte até Roncesvalles.
2. Monte do Perdão - 6 km
Depois de Cizur Menor, um povoado é atravessado, Zariquiegui, mas não existem bares e em todas as vezes, não vi uma única pessoa nas ruas. Existem alguns pequenos regatos, e já perto do alto do Monte, uma fonte, a da Reniega, local de uma das belas histórias do Caminho, a da tentação do peregrino que estava com sede subindo o Perdão. Depois da descida do monte, que como já falei exige atenção e esforço do peregrino, o pueblo mais próximo é Uterga, a mais 6 km de distancia. O trecho não é longo, mas a subida e o esforço da descida, aumentam a necessidade de água.
3. Villamaior de Monjardim - Los Arcos - 12,4 km
Este é também um trecho em que não existe uma única casa. Só plantações e algum trator, dependendo da época agrícola. Depois da colheita, não se encontra nada, só imensos campos, até Los Arcos.
4. Ventosa a Najera - 8 a 10 km
Não há bares, não há fontes. Os pueblos aparecem a distancia. O rio Yalde, que é transposto, dependendo da estação do ano, pode exibir só pedras no seu leito.
5. Azofra a Cirueña - 9,2 km
Subida, sem água, sem fontes, sem casas. Cirueña fica a alguns metros, mas não se passa dentro da cidade. Este caminho não é o original. O caminho original está hoje debaixo de plantações e o atual caminho foi desviado para passar por este pueblo, e a ele foi acrescido a subida bem pronunciada, que não existia no original.
6. Villafranca Montes de Oca - San Juan de Ortega - 12 km
Uma fonte logo depois de Villafranca, Depois, o "tobogã", cheio de subidas e descidas, não tem uma única fonte até San Juan de Ortega.
Não há casas, só bosque e canto de pássaros.
Mesmo no Monumento aos Caídos da Guerra Civil Espanhola, não há uma fonte.
7. Carrion de los Condes - Calzadilla de la Cueza - 17, 2 km
Este é o maior trecho sem água. Depois da Abadia de Benevivere, não há uma única casa, nada. Só intermináveis campos. E nunca se sabe onde está Calzadilla. Nada se vê no horizonte. Depois de muito Tempo, que se magnífica pelo horizonte sem fim, surge uma torre.
Algum ou muito tempo depois, dependendo do seu cansaço, se vê que a torre é de uma capela do cemitério. Mas só. Depois, surge Calzadilla, com a imagem do albergue do César Acero, e desde a era Acacio - Orietta, com uma grande bandeira brasileira na janela, costume mantido pelo baiano Sandro. É uma visão de oásis.
Não sair NUNCA de Carrión sem água. E bastante.
8. Arzua - Rua - 17, 6 km (Salceda)
Passa-se por um pueblo, mas não há bares.
O primeiro que se encontra é em Rua. Aliás, há dois no povoado, ambos a direita do Caminho. O segundo é da tia Dolores, uma galega simpaticíssima que faz uma ótima empanada, deixa tirar as meias ( nem todo bar permite isso!), secá-las ao calor da lareira, quando está chovendo, o que ocorre quase sempre na Galicia, e gosta muito de uma prosa, até parece mineira...
(Textos retirados da página da AACS-Brasil)
sexta-feira, 29 de abril de 2011
quinta-feira, 28 de abril de 2011
Caminhos da vida - Uma Verdadeira História de Superação
Esse rapaz da foto é meu irmão, tem 26 anos, se chama Carlos Eduardo, porém é conhecido como Cadu. Ele é um dependente químico em recuperação, e hoje, 27/04/2011 teve o reconhecimento da sua caminhada diária na luta contra as drogas, e está a 18 meses "limpo".
Às vezes temos grandes batalhas em nossas vidas que passam despercebidas aos olhos das pessoas mais próximas, mas que nos representam grandes vitórias pessoais quer sejam questões de saúde, profissionais ou sociais.
A senhora ao lado é minha mãe (e dele também!) e se chama Maria Aparecida. Ela personifica um singelo, porém poderoso exemplo de LEALDADE e DOAÇÃO, que sempre manteve viva a chama da esperança de recuperação deste rapaz, mesmo quando tudo parecia perdido.
Cadu, parabéns pela sua determinação, e obrigado por me permitir partilhá-la neste espaço!
Mãe, obrigado por nos amar! Existem motivos para acreditar!
segunda-feira, 25 de abril de 2011
Caminhada em 25/04 - Centro
Hoje fomos até o Centro, eu e Rogério, mais precisamente à Praça Mauá. Caminhada tranquila! A princípio o combinado era só a ida... Mas, pra minha surpresa, o cumpadre quis fazer a volta a pé! Beleza, somos peregrinos, ué! (rs, rs) Totalizamos 18,7 Km, segundo o Google Maps! Próxima caminhada, na sexta-feira! Abraços!
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